HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHA

Uma pequena retrospectiva da iconografia da Coringa. Primeiro aquela que possivelmente é a inspiração para a imagem do personagem, o filme mudo O homem que ri:



O primeiro coringa das HQs, por Bob Kane, criador do Batman (1940):


Nos anos 60, Dick Sprang desenhou o jóquer. O personagem aqui era mais infatilizdo:


O primeiro Coringa em movimento, daquele seriado do Batman gordo, César Romero - percebam que ele tem bigode:


O coringa bonachão do Super-amigos que passava na Xuxa:


A piada mortal (1988), uma das melhores histórias do morcego de todos os tempos. Roteiro de Alan Moore e arte de Brian Bolland – muito da personalidade do Coringa no filme Batman – Cavaleiro das Trevas foi apresentada nesta HQ:


Asilo Arkham (1989), outro épico dos bat-quadrinhos. Escrito por Grant Morrisson e ilustrado magistralmente por Dave McKean, como em A piada mortal, o loucura do Coringa é melhor dimensionada. A idéia do palhaço vai sumindo em detrimento ao avatar da força caótica:


O classudo Jack Nicholson, que carregou o filme de Tim Burton de 1989 nas costas:


O sombrio desenho animado dos anos 1990, com um coringa bem caricato, pelo mesmo criador do Freakazoid, Bruce Timm:


Nessa arte de Alex Ross, vemos uma personagem surgida na série animada (a Arlequina) e um jóquer que lembra Jack Nicholson:


Um curta que era o melhor filme do morcego, Batman: dead-end (2003), até a franquia de Christopher Nolan. Aqui, o coringa é bastante parecido com o da série animada da década de 90:


E o melhor de todos, Heath Ledger (2008):


Gotham City - Camisa de Vênus


 

balões de pensamento

que eu gosto de HQ é coisa que eu sempre soube.

mas nos últimos tempos me descobri um admirador do quadrinho alternativo americano, sobretudo de Daniel Clowes.




Obviamente, tem uma única graphic novel do ómi lançada no Brasil.

daí, lendo sobre o cara para descobrir mais de seus outros trabalhos, descubro que um deles, além de ter virado filme, está no cestão da Americanas por 9,99.





Comprei! (com o Naked Lunch do Cronenberg - homericamente traduzido como Mistérios e paixões - que também valeu 9,99)




Ghost World é um filme com a Scarlet Johansson de 17 anos de idade, Thora Birch - a esquisitinha do beleza Americana - e o sempre estranho Steve Buscemi.




o filme foi dirigido por Terry Zwigoff (que dirigiu também um documentário sobre Robert Crumb, Bad Santa e outro filme baseado em HQs do Clowes: Art School Confidential - soberbamente traduzido como Uma escola de arte do barulho)




é um filme de roteiro pouco óbvio. a moça de óculos, a Enid é mal-humorada o suficiente pra conseguir sempre se foder sozinha e ser a protagonista do filme. muitas pessoas que fingem que não se importam, quando na verdade se importam. e muitas outras fingindo que se importam quando na verdade porcam.

a trilha sonora é batuta (referências a blues), as atuações bacaníssimas e o final surreal. Recomendado!





Bye bye baby blues - Little Hat Jones


 

Você já leu...

Pornô, do Irvine Welsh - escritor do Trainspotting?

bem, de qualquer modo, se quiser saber o que eu achei do livro, minha coluna atualizada no Bonde.

Lust for life - The Stooges


 

A era digital

a substituição de papel por arquivos digitais é uma forma de preservação ambiental, poupar espaço e menor produção de lixo.

quer que eu desenhe?

bem, pra quê, se o Adão Iturrusgarai já desenhou?

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Modern age - The Strokes


 

Adaptações que só vendo

só neste ano, só dos quadrinhos pras telas:

- Hulk
- Homem de Ferro
- Hellboy (lá já estreiou, aqui só em setembro)
- Batman (sexta agora)
- Spirit (final de ano)
- o Dobro de Cinco, do Mutarelli (que eu nem sei se sai este ano, mas é só pra dizer que sou um cara informado)
- mini documentário Dossiê: Rê Bordosa

fica, portanto, pra vocês o Calvin (com pouco haroldo) em francês:



Guns of Brixton - Nouvelle Vague


 

Últimas leituras

Já que essa é uma semana de Miss Universo, e ventilou-se tanto sobre livros favoritos de bonitonas (repetição em torno de Pequeno príncipe), vou falar de livros também.

nada a ver, né?

foda-se: vai a dica de dois bons livros que estiverem comigo nas últimas semanas mas já fizeram suas malas, deixaram minha mochila e voltaram para Estantópolis.

Buddy Bolden's Blues - adquirido como terceiro numa promoção de pague 2, leve 3, esse ficou na expec de ser lido por uns 2 anos.



é a biografia de um dos pioneiros do jazz que não deixou uma única nota de seu cornetim gravada, mas influenciou toda a geração de músicos seguinte. existem poucos fatos sobre os atos de Buddy Bolden, então é um romance que se apóia em alguns fatos da história pessoal do rapaz.

sabia-se que era barbeiro, casado com uma ex-prostituta, redator de um jornal de fofocas e que morreu louco.



Órfãos do Eldorado - ganho como presente de aniversário, essa narrativa curta de Milton hatoum sobre os temas de sempre do Hatoum, no ambiente de sempre do Hatoum, com aquele jeito meio XIX de escrever de sempre do Hatoum e com aquela puta competência do Hatoum de sempre.

baseia-se em algumas lendas amazônicas e trata do destino de algumas meninas que eram vendidas por seus pais, no período da decadência das exportaçãoes do porto de Manaus, durante a Primeira Grande Guerra.

The death all his friends - Coldplay


 

agora, tudo se encaixa

Tira de João Marcos, "capturada" (com boleadeira) em seu blogue:

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Soul meets body - Death Cab For Cutie


 

Tu tá tentando me enganar, é isso?

se lembra quando a sessão da tarde passava aquele Indiana Jones que não era com o Indiana Jones?

invés de pistola ele tinha uma espingarda cortada ou algo assim.

se chamava Allan Quatermain - que salvo engano é um herói de literatura de aventura do XVIII ou XIX.

e você já passeou pela locadora e encontrou um filme que parecia com aquele que você queria ver, mas quando você punha no vídeo em casa percebia que estava engando?

títulos parecidos, fotos de capas similares e histórias discaradamente copiadas.

agradeça a Asylum.









A mistake - Fiona Apple


 

Smallware

- pai, quero miniminizar o Borges.
- como assim, Phila?
- é, quero deixar ele bem pequenininho, pra poder levar pra casa da Tia Tarsila.
- mas o Borges vai latir.
- mas daí eu vou no cantinho de baixo e desligo o som dele.
- filha, não dá pra MINIMIZAR um cachorro.
- eu sei, pai. Acho que sou tonga? Por isso eu vou miniminizar ele.

A pequena Estáphila e o cachorro beagle Borges não foram mais vistos por ninguém, mas os pais afirmam que eles vivem em um seixo esbranquiçado sobre a estante da sala de estar, na rua Elmo, 42.

A time to be small – Interpol


 

Interrogando Lielson Zeni - mais uma parte

(homem na penumbra. cadeira vazia)

HOMEM À MEIA-SOMBRA: Então, Senhor... Zeni, podemos contin... cadê ele? o que é isso?
(vai até a cadeira, pega um papel de pão amassado. lê)
LIELSON (voz em off): Cara, tive que ir defender minha monografia de graduação em Letras. é, eu sei que eu defendi o mestrado ano passado, mas e daí? o tempo é uma mera convenção humana. assim como os diplomas de ensino superior.
HOMEM À MEIA-SOMBRA: mas como ele...
(volta os olhos ao papel)
LIELSON (voz em off): PS - é claro que não volto pra essa merda. PS dois - vai te foder. PS três - grande abraço.

Ruby tuesday - Rolling Stones


 

Trabalho do caralho!

Neste momento, faço uma lista de palavrões que devem ser proibidos em ambiente virtual.

eu sabia que ler Preacher e ver Tarantino me ajudaria profissionalmente um dia.

Dance motherfucker dance - Violent Femmes


 

Dai a outra face (ou o que quiseres...)

Resumo:
evangélicos, católicos e defensores da "Família" (deles) invadem o Senado para protestar contra a possível aprovação de uma lei que passa a considerar homofobia crime.

não tá ligado?
vê aqui na Folha.


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Interrogando Lielson Zeni - um aparte

(personagem à meia-sombra, lâmpada ligada sobre a cabeça de Lielson. Lielson está sentado em uma cadeira de palha)

HOMEM À MEIA-SOMBRA (recebe um bilhete de uma mão que surge do escuro) ahn? Ah.. é, obrigado!

LIELSON (esbugaolhado) ?

HOMEM À MEIA-SOMBRA (imita o Sílvio Santos) Senhor Zeni, o senhor é da onde mesmo? Acabo de saber que o senhor é um bom aluno, passou em língua portuguesa V e terminou a monografia, e por isso vai ganhar um diploma de bacharel! Você quer trocar seu diploma de bacharel em letras por um violão tonante?

LIELSON (sorri medronhosamente) nã! fico com o diploma...

E-bow the letter - REM


 

Interrogando Lielson Zeni # 2

(personagem à meia-sombra, lâmpada ligada sobre a cabeça de Lielson. Lielson está sentado em uma cadeira de palha)

HOMEM À MEIA-SOMBRA (engole uma bala) Senhor Zeni, Li, você concorda comigo que... a vida não é bolinho?

LIELSON (apavoradão) É, é... eu conc-cordo...

HOMEM À MEIA-SOMBRA (sorri caninamente) Mas, Li, isso é um progresso! Quem sabe agora você pode... me confirmar a informação? Ahn? Que tal?

LIELSON (passa língua pela boca e morde os lábios em seguida.sente o mosquete coçar sua boca) h-rmmm...

HOMEM À MEIA-SOMBRA (golpeia sua própria perna) Excelente, Li, ex-ce-len-te! Então me diga: você – ouvi dizer – acha que fez um trabalho de mestrado (de acordo com suas palavras) meia-boca que, apesar do tema escolhido, não se entusiasma muito com ele?

LIELSON (olhos arregalados) como você sabe dis-

HOMEM À MEIA-SOMBRA (chuta a cadeira que Lielson está sentado) SENHOR ZENI, O SENHOR ESTÁ QUERENDO ME FODER? É isso? Vai começar com essa PORRA de NÃO RESPONDER as minhas perGUNTAS?

LIELSON (se agarra na cadeira garramente) ...

HOMEM À MEIA-SOMBRA (ameaça chutar novamente a cadeira) Senhor ZENI... Li, por favor, ajude-me. Responda a pergunta.

LIELSON (balança a cabeça afirmativamente) e-eu disse isso, sim...

HOMEM À MEIA-SOMBRA (sorri. Limpa a boca com um lenço) Acho que agora a coisa vai... progredir, Senhor Zeni.

[CONTINUA]

Senhor f - Mutantes


 

Tradutor finneganesco de expressões #1

"Vender o próprio peixe" = YOURSELLFISH.


42 - Coldplay


 

[intervalo] pequenas confissões de um corinthiano

Perder, se perde.
Acontece.

Juiz não marcar pênalti aos 43, pode acontecer.
É do jogo.

Ter os rivais torcendo contra, é uma obrigação deles.
É do futebol.

Ouvir o presidente do Sport dizer que reservou restaurante pra comemoração e Carlinhos Bala dizendo que eram campeões antes do jogo de ontem, e o Corinthians confirmar é foda.
É da humilhação de ser um time de segunda.

Agüenta corinthiano, esse ano é era glacial.

Hurt - Johnny Cash


 

Interrogando Lielson Zeni

(personagem à meia-sombra, liga a lâmpada sobre a cabeça de Lielson. Lielson está sentado em uma cadeira de palha)

HOMEM À MEIA-SOMBRA (sério) Senhor Zeni, o senhor poderia, por gentileza me confirmar uma... informação?

LIELSON (assustado, com quem cara de quem peidou na sala e foi descoberto) Ahn? Pos... mas... mas, quem é você?

HOMEM À MEIA-SOMBRA (passa mão pelo rosto lentamente, como quem tira um band-aid) Senhor Zeni, qual foi a... pergunta que eu fiz pro senhor? Ou, me desculpe a minha incapacidade, caso tenha me dado a PORRA da resposta e eu não percebi. Vou trabalhar com essa... primeira possibilidade, o senhor poderia, senão for muito incômodo, responder o caralho da bosta da pergunta que eu fiz?

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Corta!

Num momento de perua, aproveitei o almoço pra ir no salão e cortar meu cabelo.

Fora a autodegradação, isso não é interessante.

O interessante foi uma velhota que tava lá e viu na TV uma reportagem sobre a pesquisa com células-tronco:

- Por que hoje em dia não querem mais que as pessoas morram? Deixa morrer um pouco também!


Cut your hair – Pavement


 

Mantendo a linha

Olha, depois das descobertas pós-modernas, da quebra do espaço e tempo artístico, do recorta-cola cubista, dos programas editores de texto, da música eletrônica e dos todos fragmentários, os leitorezinhos de teoria por aí (eu! EU!) bradam, fogem, negam e, mais, renegam o linear.

“As coisas não podem ser vistas linearmente, cara!”
“E os buracos negros? E Einstein?”
“É tudo junto, saca? Tudo ao mesmo tempo agora, pois o tempo é uma dimensão do espaço.”

Para não perder mais espaço (de blogue) e tempo (seu) com exemplos inventados que não fazem paulofreyriamente parte do cotidiano do aprendente, vou a um estudo de caso:


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paralisia

Sabe, ultimamente tenho tido dificuldade de terminar as coisas que eu começ

Where i end and you begin - Radiohead


 
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