acho que a primeira vez que sentei na frente de um computador foi em 1996.
minha família não tinha - e agora mal tem - dinheiro pra comprar um.
foi em uma disciplina do CEFET - agora se chama UTFPR. lembro de ter entregado um trabalho sobre Word, Excel e Paintbrush feito à mão.
o disquete pequeno e gordinho de 1.44 MB - agora os computadores nem têm drive de entrada para eles - era absurdamente superior ao magrelo e extenso 360 KB.
em 2001 uma moça me perguntou "como escreve o nome daquele site, gugôu?" - agora eu boto nomes no Google pra saber como se escreve. eu não soube responder.
Tarde vazia - Ira!
Anos atrás eu tinha um hábito esquizóide: andar com (ou mesmo parado ter) uma pequena caderneta no bolso (e caneta, claro) pra anotar idéias, criações, bem-feitorias à humanidade, nome de filmes, números do bicho, lista de mercado.
como a caderneta despedaçou-se - em grande parte devido a pouca qualidade do material usado pra fazer a coisa e em pequena parte aos mau-tratos (denúncia até hoje não apurada[bem lenta, na verdade], nem confirmada -, abandonei tão ambicioso projeto.
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eu tenho uma proposta pessoal de postar aqui todos os dias úteis da semana e em alguns feriados.
o fato de ser "dias úteis" está em relação direta com o conteúdo, de altíssima inutilidade.
hoje, porém, faço aquela coisa bem jaguara de dizer que "no dia de hoje, não fui capaz de postar".
Help - Beatles
Parece que homem virá ao Brasil, fazer uns shows lá por março.
resta a dúvida:
seu fonoaudiólogo virá junto?
Love sick - Bob Dylan
Da Folha de São Paulo
online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u85860.shtml
Sexo com cavalo mata homem nos EUA
da France Presse
Um homem morreu nos Estados Unidos depois de ter relações sexuais com um cavalo em um sítio que funcionava como um "prostíbulo de animais", em Enumclaw, 60 km a sudeste de Seattle (Estado de Washington), de acordo com informações divulgadas pela polícia nesta segunda-feira.
A vítima, um homem de 40 anos, sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato.
"Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto", disse à France Presse Eric Sortland, chefe da polícia de Enumclaw. "Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou", completou.
As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.
A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais.
O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia.
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Cavalo dado não se olha os dentes, diria ele.
Sexx laws - Beck
"Bikes", obra de Eduardo Srur, pendurada na Avenida Paulista.

Veja São Paulo (Fernando Moraes)
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Ontem estive no auditório principal do Campus III da UFPR, vulgo Jardim Botânico, prum curso sobre EAD (Educação a Distância). Exigências profissionais.
A tarde, minicursos (hoje, inclusive).
Pela manhã, credenciamento e cerimônia de abertura.
Ah, e nessa cerimônia, a exacerbação dos discursos em pó: é só levar pra boca e abrir.
Dezenas de ‘a nível de Brasil’, centenas de “vamos estar gerundiando”, milhares de ‘disponibilizados’.
Quando me esforçava pra espremer alguma semântica daquele emaranhado sintático-morfológico ilógico, o sumo que escorria era pequeno e o esforço, demasiado.
Larguei os bets.
Esse discurso viciado não traz nada, só reproduz a forma e muito pouco se fala de novo. E educação, acredito eu, aproxima quando trata do novo, não do mesmo.
Enfim, o livro Faroestes, de Marçal Aquino, pode estar sendo completamente disponibilizado, a nível de leitura, durante a cerimônia de abertura.
Foi um tipo de educação a distância: mantive distância pra conservar alguma coisa que eu tinha.
1984 – David Bowie
o livro dessa semana é
Os ratos, de Dyonélio Machado
Como já é de hábito quando falo de livros neste blogue, comento sobre leituras em processo (reading in progress).
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Orgulho!
a Vanessa (senhoura mia) dispôs ao mundo seu
Mojo Book (clique aí e confira).
Se você não sabe o que é um Mojo Book, leia mais
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troquei de emprego, mas a firma anterior depositou meu dinheiro do VR.
não esperava um atitude tão plena e cristã (dar de comer aos que têm fome) deles.
foi um misto de teimosia com curiosidade que me fez olhar o site da fornecedora do cartão de VR.
tava 200 e poucos reais lindões, esperando serem devorados.
[aqui entra um "mas"]
mas fazia tanto tempo que não usava a porra do cartão, que simplesmente não consigo lembrar a senha.
e daí ficamos nessa: eu sem comida e o cartão sem uso. um mundo de 200 e poucos reais de oportunidades gastronômicas dançando no limbo.
Lucky - Radiohead
O pequeno punk vivia sozinho em um pequeno asteróide.
A placa dizia que seu nome era 196 e alguma coisa.
Lá existia um amplificador Marshall e uma guitarra, umas vitrines de estabelecimentos de lanche rápido, um pequeno elevado, 3 colchões rasgados, uma arara com suas roupas e uma estante de livros.
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foi só terminar o mestrado que pude voltar a ler as coisas que eu queria.
ah, o livre arbítrio da leitura!
tenho aproveitado pra ler autores que não conheço e pra pôr em dia minha estante.
certa e estupidamente, não li nem metade dos livros que comprei/ganhei.
(lembrei de alguéns que olhavam pra minha estante em Beltrão, entupida de quadrinhos, perguntava: você já leu tudo isso? eu respondia entre mal-humorado e grosseiro: claro, não comprei tudo duma vez. hoje se alguém me perguntar isso dos livros, a resposta será diferente, apesar de não ter comprado todos de uma vez. Aqui se faz, aqui se olha os dentes!)
antes de me perder e começar a falar de estantes, falava sobre os livros recentes que li/leio
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Clipe de
Jigsaw Falling into Place, do Radiohead.
é o primeiro desse novo disco.
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A fúria é pequena.
tensão. encurta os músculos e encolhe o corpo.
a decepção é grande.
pasmaceira. abraça o corpo todo, que ganha peso.
a fúria é movimento.
espaço. os pés movimentam-se, as mãos comprimem áreas e volumes.
a decepção é paralisisa.
tempo. tudo pára e espera-se que algo desconhecido descongele a cena.
a fúria é expansiva.
catálise. a mão articula-se como mola para o soco na parede, a mandíbula treme enquanto grita e os olhos tentam saltar das órbitas.
a decepção é apequenadora.
bloqueio. as mãos aproximam-se soltamente dos bolsos da calça, os lábios mordem-se enquanto cala e os olhos fundos miram os pés.
Fúria é ânimo. Decepção é modorra.
e ontem a fúria foi comprimida.
virou uma pílula nanica, que apequenou o ânimo, paralisou o movimento.
ontem, bebi decepção com nome de Corinthians.
I don't like mondays - Tori Amos