Ontem estive no auditório principal do Campus III da UFPR, vulgo Jardim Botânico, prum curso sobre EAD (Educação a Distância). Exigências profissionais.
A tarde, minicursos (hoje, inclusive).
Pela manhã, credenciamento e cerimônia de abertura.
Ah, e nessa cerimônia, a exacerbação dos discursos em pó: é só levar pra boca e abrir.
Dezenas de ‘a nível de Brasil’, centenas de “vamos estar gerundiando”, milhares de ‘disponibilizados’.
Quando me esforçava pra espremer alguma semântica daquele emaranhado sintático-morfológico ilógico, o sumo que escorria era pequeno e o esforço, demasiado.
Larguei os bets.
Esse discurso viciado não traz nada, só reproduz a forma e muito pouco se fala de novo. E educação, acredito eu, aproxima quando trata do novo, não do mesmo.
Enfim, o livro Faroestes, de Marçal Aquino, pode estar sendo completamente disponibilizado, a nível de leitura, durante a cerimônia de abertura.
Foi um tipo de educação a distância: mantive distância pra conservar alguma coisa que eu tinha.
1984 – David Bowie
Publicado em 13 de dezembro de 2007 às 10:49 por lielson