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algo deve ser feito rapidamente. A presença da leitura se esvai mais rápido que se esvaem as páginas um romance de Nick Hornby.
Pensando nisso, usarei a arte de Laerte como metáfora:
Ela denuncia: o leitor está no hospital sem nada pra fazer. o autor está no hospital, moribundo.
Ela celebra: mesmo em situação adversas, o autor quer criar a obra.
Ela pergunta: estaria o gênero fanzine morrendo? E o fanzine aqui pode ser lido como a obra literária em geral.
Respondo, comprazo e indigno-me: até quando? Eu não quero mais ser aquele envolto no véu falecente, implorando a outro miserável.
Não. Eu apelo a Hipócrates e sua medicina para mais transformações:
Que as cirurgias plásticas só sejam executadas em pacientes que comprovarem a leitura funcional e compreensão ativa da seguinte lista de obras:
- O enfermeiro
- A metamorfose
- O médico e o monstro
- Frankstein
- Feliz ano velho
- Do inferno
- Os 120 dias de Sodoma
- Um médico rural
A idéia é aproveitar as vontades do povo brasileira - no caso a transformação - e intermediá-las pela leitura - aqui, pela compreensão daquilo que lhes aguarda.
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Fake tales of San Francisco - Artic Monkeys
Publicado em 09 de abril de 2008 às 16:38 por lielson